O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Ceará atendeu a nove incêndios em vegetação, em menos de 24 horas, na cidade de Iguatu. O trabalho para conter as chamas aconteceu durante a quarta-feira (17) e a quinta-feira (18). E em cinco lugares diferentes, em Limoeiro do Norte, também na quinta-feira (18).
Em Iguatu, os incêndios ocorreram na Barreira dos Pinheiros, Vila Cascudo, Rua Carlos Colares (Esplanada), Varjota, bairro Areias e Barro Alto e no Altiplano, na Subestação e no Alto do Jucá.
Para o combate dos incêndios foram utilizados 40 mil litros de água. As chamas foram combatidas pela guarnição composta pelo subtenente Roberto, subtenente Menezes, subtenente Cales, subtenente Eurilando, subtenente Cleto, subtenente César subtenente Alcântara, sargento Joaquim, cabo Adalto, cabo Vágner e soldado Renato nas viaturas ABT 23 e AS 29.
Considerando que o Estado do Ceará localiza-se no semiárido, com baixas precipitações, principalmente no período do segundo semestre, as queimadas na vegetação tornam-se mais propícias.
“Incêndio florestal é todo fogo sem controle que incide sobre qualquer forma de vegetação, podendo ser tanto provocado pelo homem ou por causa natural”, ressalta o tenente-coronel Nijair Araújo, comandante do 4º Batalhão de Bombeiros Militares do CBMCE.
Em Limoeiro do Norte, foi registrado um grande número de chamados para incêndio em vegetação. Durante a tarde de quinta-feira (18), havia incêndios em cinco lugares diferentes, foi necessário uma triagem para poder decidir qual deles atender, priorizando sempre localidades com residência e plantações.
Primeiro, a guarnição se deslocou para a Serra do Cabeça Preta, Limoeiro do Norte, para combater um grande incêndio no local, em seguida foram para o Setor NH5, também em Limoeiro do Norte, por lá, um agricultor ateou fogo em seu terreno e não conseguiu controlar as chamas, comprometendo plantações e pastos. As chamas se propagaram por quilômetros, os bombeiros militares encerraram o combate à noite.
No Estado do Ceará, a maioria dos incêndios em vegetação é causada pela ação humana, onde 69,1% dos incêndios florestais são causados por incendiários, ou seja, intenção de queimar.
As queimadas são uma grande questão ambiental e a prevenção é essencial para que o meio ambiente seja preservado. Incêndio florestal é um crime ambiental tipificado no Código Florestal.
De acordo com o Artigo 250 do Código Penal, provocar queimadas em ambiente aberto é considerado crime, além de causar problemas à saúde e uma poluição absurda. O Código Penal nomeia crimes como as queimadas de “crimes contra a incolumidade pública”, com pena de reclusão, de 3 a 6 anos, e multa. Se o incêndio for culposo,a pena é de detenção, de 6 meses a 2 anos.