Conforme investigações do 30º DP, pelo menos três famílias foram expulsas de suas residências no bairro Conjunto Palmeiras

Enquanto as atenções das forças da Segurança Pública do Ceará se voltam para elucidar o duplo homicídio dos integrantes da cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC), mortos em Aquiraz, a facção criminosa local Guardiões do Estado (GDE) retoma a prática de ações audaciosas em Fortaleza.

Ao longo dessa semana, a GDE voltou a expulsar famílias inteiras de suas residências, em bairros na periferia da capital cearense. O caso mais recente foi registrado pela Polícia Civil na última quarta-feira (21). 
Os atos por parte da organização aconteceram no Conjunto Habitacional Euclides da Cunha, no bairro Conjunto Palmeiras. Conforme investigações iniciais do 30º DP (Conjunto São Cristóvão), pelo menos três famílias foram expulsas de suas residências. Para cada invasão e expulsão foi aberto um inquérito. O titular da Distrital, Maurício Vasconcelos Júnior, afirmou que a motivação para os crimes seria a disputa por território para a prática do tráfico de drogas.

“Eles não querem que as pessoas de outras facções habitem o mesmo espaço. Não aceitam que os rivais vindos de outros bairros morem ali. Estamos apurando, nesses três inquéritos, se essas famílias expulsas têm algum envolvimento com o crime e pertencem a alguma facção”, revelou o delegado.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, as ocorrências de famílias expulsas das suas casas, no Conjunto Palmeiras, já aconteciam no fim de 2017, mas haviam cessado neste ano. O delegado acrescentou que, no bairro, neste espaço de tempo, foram contabilizadas pelo menos 15 expulsões de moradores.

“Nós identificamos alguns suspeitos e estamos fazendo levantamento para identificar o restante. Depois da quarta-feira (21), as investigações foram intensificadas. As vítimas, muitas vezes, não querem dizer quem invadiu por temer represálias. Sabemos quem são alguns dos mandantes destas ações e, em breve, eles estarão presos”, garantiu Maurício Júnior.

O delegado afirmou que o policiamento ostensivo feito no bairro é adequado e que, mesmo assim, a criminalidade vem avançando. Conforme o titular do 30º DP, nos últimos dias, outras localidades registraram casos de expulsões de moradores.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) reforçou que a população pode contribuir com as investigações repassando informações que possam ajudar na elucidação do caso. As denúncias podem ser feitas pelos números (85) 3101-3525 e (85) 3101-3526, da Delegacia. A Pasta garante sigilo com relação à identidade do informante.

Primeiro caso
Há pouco mais de um mês, invasões semelhantes às ações vistas no Conjunto Palmeiras foram registradas na comunidade da Babilônia, no bairro Barroso. Pichações com ameaças, gravadas em muros de casas, ordenaram que dezenas de famílias abandonassem seus imóveis.

Nas fachadas das residências, haviam mensagens como “Tem que sair. Fora das travessas si não vai morrer” e “Tem que sair fora vcs pq si não nois vai toca fogo em tudo”. 

As ameaças também são atribuídas à facção GDE. Após o episódio, a SSPDS montou uma operação na ‘Babilônia’, que afugentou os criminosos, mas resultou em poucas prisões. Entretanto, muitos moradores não voltaram para casa.
GDE expulsar famílias

GDE volta a expulsar famílias de suas residências em Fortaleza

Conforme investigações do 30º DP, pelo menos três famílias foram expulsas de suas residências no bairro Conjunto Palmeiras

Enquanto as atenções das forças da Segurança Pública do Ceará se voltam para elucidar o duplo homicídio dos integrantes da cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC), mortos em Aquiraz, a facção criminosa local Guardiões do Estado (GDE) retoma a prática de ações audaciosas em Fortaleza.

Ao longo dessa semana, a GDE voltou a expulsar famílias inteiras de suas residências, em bairros na periferia da capital cearense. O caso mais recente foi registrado pela Polícia Civil na última quarta-feira (21). 
Os atos por parte da organização aconteceram no Conjunto Habitacional Euclides da Cunha, no bairro Conjunto Palmeiras. Conforme investigações iniciais do 30º DP (Conjunto São Cristóvão), pelo menos três famílias foram expulsas de suas residências. Para cada invasão e expulsão foi aberto um inquérito. O titular da Distrital, Maurício Vasconcelos Júnior, afirmou que a motivação para os crimes seria a disputa por território para a prática do tráfico de drogas.

“Eles não querem que as pessoas de outras facções habitem o mesmo espaço. Não aceitam que os rivais vindos de outros bairros morem ali. Estamos apurando, nesses três inquéritos, se essas famílias expulsas têm algum envolvimento com o crime e pertencem a alguma facção”, revelou o delegado.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, as ocorrências de famílias expulsas das suas casas, no Conjunto Palmeiras, já aconteciam no fim de 2017, mas haviam cessado neste ano. O delegado acrescentou que, no bairro, neste espaço de tempo, foram contabilizadas pelo menos 15 expulsões de moradores.

“Nós identificamos alguns suspeitos e estamos fazendo levantamento para identificar o restante. Depois da quarta-feira (21), as investigações foram intensificadas. As vítimas, muitas vezes, não querem dizer quem invadiu por temer represálias. Sabemos quem são alguns dos mandantes destas ações e, em breve, eles estarão presos”, garantiu Maurício Júnior.

O delegado afirmou que o policiamento ostensivo feito no bairro é adequado e que, mesmo assim, a criminalidade vem avançando. Conforme o titular do 30º DP, nos últimos dias, outras localidades registraram casos de expulsões de moradores.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) reforçou que a população pode contribuir com as investigações repassando informações que possam ajudar na elucidação do caso. As denúncias podem ser feitas pelos números (85) 3101-3525 e (85) 3101-3526, da Delegacia. A Pasta garante sigilo com relação à identidade do informante.

Primeiro caso
Há pouco mais de um mês, invasões semelhantes às ações vistas no Conjunto Palmeiras foram registradas na comunidade da Babilônia, no bairro Barroso. Pichações com ameaças, gravadas em muros de casas, ordenaram que dezenas de famílias abandonassem seus imóveis.

Nas fachadas das residências, haviam mensagens como “Tem que sair. Fora das travessas si não vai morrer” e “Tem que sair fora vcs pq si não nois vai toca fogo em tudo”. 

As ameaças também são atribuídas à facção GDE. Após o episódio, a SSPDS montou uma operação na ‘Babilônia’, que afugentou os criminosos, mas resultou em poucas prisões. Entretanto, muitos moradores não voltaram para casa.
GDE expulsar famílias