Tradicionalmente, a cirurgia cardíaca é realizada por meio de uma incisão vertical, de 20 cm a 30 cm de comprimento, dividindo o osso do peito, o esterno, para uma ampla visão direta por parte do cirurgião. No procedimento por vídeo, a cirurgia passa a ser realizada pelo lado direito, no espaço natural que existe entre as costelas, com incisão de aproximadamente 4 cm a 5 cm e auxílio de uma microcâmera de alta definição.
Quando soube que seria submetida a uma cirurgia inédita no Hospital Universitário, a recepcionista de laboratório Maria Helena, natural de Mombaça, no Sertão do Ceará, teve medo. “Bateu logo o nervosismo porque cirurgia no coração sempre é delicada. Mas, graças a Deus e à equipe do Hospital Universitário, estou bem. Tem gente que nem acredita que fui operada. A gente se recupera mais rápido”, comenta a jovem.
Alta hospitalar
Enquanto uma cirurgia cardíaca tradicional pede um período de internação mais longo, no procedimento minimamente invasivo realizado em Maria Helena, a alta hospitalar veio na manhã do quarto dia após a videocirurgia.
O médico Josué de Castro, responsável pela cirurgia e cirurgião cardíaco do Hospital Universitário, explica que cirurgias minimamente invasivas como essa feita, são fundamentais para reduzir o impacto do procedimento na qualidade de vida do paciente.
Tanto o médico Josué como a equipe multidisciplinar estão confiantes e ansiosos por novos procedimentos dessa natureza. “Serão necessários apoio institucional e definição de um time de profissionais específico para esse tipo de cirurgia. Pretendo implantar um Centro de Cirurgia Cardíaca Minimamente Invasiva no Hospital Universitário”, planeja o cirurgião.
Para a videocirurgia de Maria Helena, estiveram envolvidos 11 profissionais, como cirurgiões, anestesiologistas, cardiologistas, enfermeiros e técnicos de enfermagem.
Fonte Do G1 CE
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