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Nova York. Oito pessoas morreram, ontem, depois de um homem jogar sua caminhonete contra ciclistas e pedestres em Nova York, em "um ato de terrorismo" em Manhattan, segundo o prefeito Bill de Blasio. Outras 11 pessoas tiveram ferimentos graves.

"Com base na informação de que dispomos no momento, trata-se de um ato de terrorismo (...) particularmente covarde", disse o prefeito democrata durante entrevista coletiva, na qual lamentou "este dia muito doloroso para nossa cidade".

"Isto foi dirigido a civis inocentes, dirigido a pessoas que vivem suas vidas e que não tinham ideia do que iria ocorrer".

O governador democrata de Nova York, Andrew Cuomo, destacou que a cidade "é um símbolo internacional de liberdade e democracia", o que a faz "também um alvo desta gente que rejeita estes conceitos". "Já vivemos isto antes".

Segundo testemunhas, o agressor jogou sua caminhonete contra ciclistas e pedestres e gritou "Allahu Akbar" (Deus é grande, em árabe) antes de ser baleado pela polícia.

As redes de televisão identificaram o agressor como Sayfullo Saipov, de Tampa, Flórida. Segundo o site WhitePages, o homem mora em Tampa desde junho de 2011 e tinha outros endereços em Ohio. Foi fichado por várias infrações de trânsito.

O chefe da polícia de Nova York, James O'Neill, confirmou a morte de oito pessoas, sendo ao menos seis homens, e que onze vítimas foram levadas ao hospital com ferimentos graves.

Segundo o oficial, o agressor dirigia uma caminhonete alugada branca com um logo da rede de ferragens Home Depot e após o atropelamento bateu contra um ônibus escolar, ferindo dois adultos e duas crianças.

Após a colisão, o homem saiu do veículo com duas armas e foi baleado pela polícia no abdome. Os policiais verificaram posteriormente que uma arma era de pressão (chumbinho) e outra de paintball. Já a chancelaria argentina informou, em Buenos Aires, que cidadãos de seu país morreram no ataque. O chanceler belga, Didier Reynders, anunciou "com profundo pesar uma vítima belga em Manhattan".

Logo após o ataque, policiais, bombeiros e ambulâncias chegaram ao local, à margem do rio Hudson, e bloquearam várias ruas, enquanto helicópteros sobrevoavam o sul de Manhattan.

Segundo os serviços de emergência, o ataque ocorreu no meio da tarde nas ruas Chambers e West Street, no bairro de TriBeCa, quando a cidade celebra a festa do Halloween.




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"Meu filho está ali", gritavam pais preocupados que aguardavam inquietos na porta de uma escola primária onde a saída dos alunos foi retardada por questão de segurança.

Este foi o primeiro ato vinculado ao terrorismo em Nova York desde a explosão de bomba artesanal, em setembro de 2016, em Chelsea, com 31 feridos.

O presidente Donald Trump chamou o agressor de "doente e perturbado". O francês Emmanuel Macron expressou condolências. "Nossa luta pela liberdade nos une mais do que nunca". A premiê britânica Theresa May se solidarizou. "Juntos derrotaremos o mal do terrorismo".
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