Primeira quinzena foi marcada desde ministério com investigados até gravação de Jucá contra Dilma e Lava-Jato
Primeira quinzena foi marcada desde ministério com investigados até gravação de Jucá contra Dilma e Lava-Jato | Foto: Evaristo Sá / AFP / CP
No primeiro dia de governo, em 12 de maio, as críticas de focaram na falta de diversidade na escolha do ministério Temer, que incluiu acomodações políticas, focou principalmente no setor econômico e não abriu espaço para mulheres e outras etnias no primeiro escalão. Já estava lá, o ministro do Planejamento, Romero Jucá, que 11 dias depois seria pivô do primeiro grande escândalo no governo recém-formado. Com o governo ainda engatinhando, Temer precisou reforçar que manteria a escolha do procurador-geral da República por lista tríplice, após seu novo ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, defender uma escolha de integrante de carreira da Justiça, sem voto do Ministério Público.
O próximo passo que gerou dúvidas foi a escolha de André Moura como líder do governo na Câmara dos Deputados. Um dos membros da chamada “tropa de choque” de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente afastado da Casa, ele também é formalmente investigado pela operação Lava Jato. Entre outras acusações, Moura também responde perante o Supremo Tribunal Federal à acusação de tentativa de homicídio em Sergipe.
A escolha de Pedro Parente para a diretoria da Petrobras também ganhou manchetes menores com a formalização de Moura em 19 de maio. E, um dia depois, o anúncio de suspensão de novos projetos do Minha Casa, Minha Vida. Sob pressão dos segmentos culturais e de educação, no dia 21, Temer cedeu e anunciou que o Ministério da Cultura seria recriado, mas ainda assim não houve tranquilidade ao novo presidente. No dia seguinte novas questões surgiram sobre a possibilidade do governo buscar projetos de flexibilização da CLT na reforma trabalhista.
O protesto que cercou a casa de Temer em São Paulo acabou sendo uma dor de cabeça muito menor do que o amanhecer seguinte, em 23 de maio. Foi o dia em que a Folha de S.Paulo estampou na capa as gravações de Jucá buscando um pacto para deter a Lava-Jato, o que incluiria o impeachment da presidente Dilma. Um dos homens fortes de Temer, Jucá tornou-se o primeiro ministro da nova gestão a cair.
Na hora de comemorar ao menos a aprovação no Congresso da nova meta fiscal, surgiram mais áudios gravados pelo ex-senador Sérgio Machado, incluindo conversas com Calheiros e Sarney, mantendo em suspense sobre a relação do novo governo com a operação Lava-Jato.
Veja abaixo os principais eventos desta quinzena:
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