Dos 62 deputados petistas com assento na Câmara, 34 rubricaram a representação em que o PSOL e a Rede pedem que o mandato de Cunha seja passado na lâmina. A despeito disso, o partido passou a ser identificado como força auxiliar do presidente da Câmara depois que participou do plano para esvaziar a sessão do Conselho de Ética que deveria ter apreciado o parecer contra Cunha na última quinta-feira.
“Esse não é um assunto que possa ser decidido na base do um por todos, todos por um”, diz um deputado do PT. Os petistas irritaram-se com o fato de a bancada não ter sido consultada sobre a estratégia de protelar o desfecho do caso Cunha para evitar que ele tumultue a votação dos projetos fiscais do governo ou coloque para andar o pedido de impeachment de Dilma.
Sob a alegação de que a parceria com Cunha impõe um prejuízo coletivo, os petistas cobram a realização de uma reunião da bancada, que deve ocorrer até terça-feira. Quando Cunha era adulado pela oposição, o petismo gritava: “Dessa água não beberei.” Agora que PSDB, DEM e PPS tomam distância do personagem, o PT é convidado pelo Planalto a engolí-lo. E parte da bancada petista balbucia: “Mas não vamos nem ferver antes?”
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