Volume de chuvas de março em Fortaleza é o maior em 14 anos

Fortaleza registra o maior volume de chuvas para o mês de março em 14 anos

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As chuvas registradas em Fortaleza no mês de março deste ano já somam 500,4 milímetros. O dado revela que este é o maior acumulado em 14 anos.

De acordo com a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), o último volume mais intenso para o mês de março foi registrado em 2003, quando foram contabilizados 568 milímetros.

As chuvas acumuladas neste mês, além de revelar o maior índice em 14 anos e o 2º maior em 20, também estão entre são as maiores registradas nos 184 municípios cearenses. Fortaleza está atrás somente de Viçosa do Ceará (691mm) e Granja (665mm).

Com os dados parciais registrados pela Funceme até esta quarta-feira (29), Fortaleza já bateu a média histórica em 38%, isto é, ultrapassou os 324.1 milímetros normais chegando a 447,4 milímetros. A última vez que a Capital registrou média para o mês de março maior do que em 2017 foi em 2004, quando foram registrados 510,5mm.

Danos
Apesar de contribuir para aliviar o calor, as chuvas que caíram na Capital acabaram trazendo danos. A Defesa Civil registrou, pelo menos 83 ocorrências, entre os meses de janeiro e fevereiro. Os dados de março ainda não foram fechados. O curioso é que, apesar das chuvas mais intensas, o número de ocorrências como alagamentos e riscos de desabamentos, são bem menores do que em 2016, por exemplo.

A Defesa Civil indica que foram mapeados 110 recursos hídricos (canais, riachos, lagoas). A partir deste apanhado, são realizadas ações preventivas, na extensão das seis Regionais, que já somam mais de 60 canais limpos. No início de março, o Comitê de Ações para a quadra chuvosa de 2017 apresentou que a Prefeitura de Fortaleza está investindo R$ 1.617.384,83 para a limpeza dos canais distribuídos pela cidade.


Além da limpeza de recursos hídricos, dentro do gerenciamento de ações preventivas, a Defesa Civil de Fortaleza conta, em parceria com a Funceme, com o Centro de Monitoramento e Percepção de Riscos, onde é possível ter a análise da previsão do tempo, estações automáticas e hidrológicas, escala pluviométrica, sistema de alertas, sensor de ventos, mapeamentos de recursos hídricos e um cadastro de vulnerabilidades. 

O Diário do Nordeste entrou em contato, por e-mail, nesta terça-feira (28), com a Funceme no intuito de entender o aumento da intensidade das precipitações em março, mas até a publicação desta matéria as respostas não foram enviadas.
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